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A Prefeitura gasta, por mês, cerca de R$ 40 mil com a manutenção de equipamentos instalados em praças públicas de lazer em razão dos atos de vandalismo. Esse investimento poderia ser utilizado em outras áreas da administração pública como Educação, Promoção Social, Infraestrutura e Saúde. Até dezembro de 2016, segundo a Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (DESAL), órgão vinculado à Secretaria de Manutenção (Seman), cerca de 20% das praças e espaços públicos recuperados ou construídos pela atual gestão já havia sofrido alguma ação de vandalismo.

Entre os espaços danificados ou que tiveram os equipamentos furtados estão a Praça Nossa Senhora da Luz, na Pituba, cujos aparelhos de academia foram os principais alvos; a Praça da Matriz, em São Cristóvão, que também teve os aparelhos da academia roubados e a comunicação visual quebrada e pichada. Para evitar que o problema persista, a Desal está desenvolvendo mobiliários antivandalismo, que já começaram a ser implantados na cidade desde 2016 e serão ainda mais frequentes em 2018. O critério da concepção estética desses equipamentos está sendo substituído pelo da resistência. Fazem parte do conjunto antivandalismo bancos e mesas mais resistentes e úteis.

Novidade para as praças mais atuais, o espaço game – que reúne mesas de pingue-pongue, futebol de botão, xadrez, dama e baralho – conta agora com o revestimento em porcelanato líquido, substância que aumenta a vida útil dos equipamentos. Além disso, o aplicativo “Preservar”, um projeto-piloto desenvolvido no ano passado em parceria com a Companhia de Governança Eletrônica (Cogel), está sendo aprimorado para que a população possa informar o estado das praças. O lançamento será feito em breve.

Segundo o presidente da Desal, Marcílio Bastos, os equipamentos que já fazem parte do pacote antivandalismo não têm passado por depredações como os anteriores. “Eu faço um apelo à população para que continue sendo parceira dessa transformação da cidade, proporcionada pela devolução dos espaços públicos e que reflete também no aumento da segurança pública. As pessoas precisam se sentir donas das praças e áreas de lazer porque o patrimônio é de todos nós e devemos ajudar a preservá-los”, diz o gestor.

Crime – Para coibir as ações de vandalismo, a Guarda Civil Municipal faz patrulhamento preventivo por meio de rondas diuturnas em praças e espaços com monumentos. A pichação, um dos atos mais frequentes de vandalismo, é considerada crime ambiental e quem o pratica está sujeito à pena de 3 meses a 1 ano, além de multa. A legislação municipal também prevê sanções administrativas para os atos de vandalismo. Qualquer denúncia desse tipo pode ser feita à Prefeitura, através do telefone 156, ou à Polícia Militar, através do telefone 190.